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Foi assim

Se quisesse aprofundar o meu princípio na raça boxer leva-me a pensar se fui eu que aderi à raça ou se foi a raça que se impôs em mim.

Desde que nasci que meu pai e minha mãe tiveram cães em casa.
Teria que recuar no tempo até ao ano de 66, quando eu teria 8 ou 9 anos e o meu irmão Zeca apareceu em casa com uma cadela boxer fulva com cerca de 7 meses que salvou de um atropelamento e que provavelmente teria sido abandonada.
Após a inevitável reunião de família, a cadela fica a fazer companhia á bolinha (caniche branca) e ao Nero (baia dos tigres (leão da Rodésia negro)).
E foi fantástico. Poucos dias depois ela já tinha rasgado os sofás, comido as frutas da fruteira e um não sei mais quantas asneiras (na nossa ausência)!
Aprendemos que boxer é um cão de companhia pois detesta ficar só.
Depois, vieram as brincadeiras mais violentas: corridas, saltos, perseguições, caça aos ratos e sei lá mais o quê.
E ela participou e até ajudou.
Até nas discussões familiares ela tomou partido (rosnou, ladrou...) não gostou!
Alto! Foi aí que entendemos que ela se integrou na família.
Logo, entendemos que boxer é um cão diferente.
Ela era tão rápida a fazer asneiras, a reagir á violência a correr a saltar a brincar…
Que não se podia chamar outra coisa senão BALA.
E assim começou aquilo a que se pode chamar de dependência traumática de convivência com paixão animal.
Passou a viver connosco como se fosse um membro da família.
E o trauma pegou de tal maneira que meu primo ZÉ QUIM que também tinha uma cadela boxer a cruzou com um cão tigrado importado da Alemanha e da ninhada de 6 só nasceu uma cadela tigrada.
Meu pai disse "esta é para nós".
E assim foi. A pequenita a brincar com a BALA passava o tempo às quedas e aos trambolhões no jardim. Tinha que se chamar TUMBA TUMBA.
Era tão linda que acabou por ser furtada lá de casa.
Foi então que veio o macho fulvo já adulto para fazer companhia á BALA.
E diz o ALFEU: “Se a cadela é BALA, o cão é TIRO”
E fomos felizes até a BALA em74 se despedir de nós com uma peritonite infecciosa.
Depois vieram as revoluções e as situações políticas que nos obrigaram a arranjar outros amigos para ficarem com o TIRO.

Seguiram-se alguns anos de dificuldades até que achei que devia começar a ter boxers outra vez.
Lá vem mais um conselho de meu Pai:
“SE QUERES FAZER ALGUMA COISA. FAZ EM CONDIÇÕES!”

ENTÃO DECIDI!
NÃO VOU TER BOXERS.
VOU TENTAR CRIAR BONS BOXERS!
E UM DIA HEI-DE CONSEGUIR.

Este texto é uma pequena homenagem àquele que para além disto, fez de mim um homem.
MEU PAI ALFEU ALVES DA SILVA